Durante toda a minha vida, só houve uma coisa a que não temi: a morte! Já que todo o resto é vida e todo o resto me atinge os nervos e me faz estremecer, de receio, ansiedade, ou até mesmo medo.
Foi sempre por medo de algo em vida, que por tantas vezes sutilmente busquei um pouco da morte; Foi por respeito a morte, que sempre vivi demais.
Não sei a que passo da estrada aconteceu mas, descobri que de tanto temer a vida, acabei desafiando-a mais do que deveria, sem levar em consideração que não há como vida somente a minha, e que a minha atinge as de outros, como as de outros também me atingem.
Acredito que a forma divina de ver a vida, é total e completamente diferente da forma humana de pensar sobre isso (isso tudo!); Acredito também que haja uma terceira forma de pensá-la: a minha!
Vejo aquela segunda opção de viver que ninguém mais vê, e sinto a morte como algo próximo, pra mim é como a chuva, ela vem, deixa um pouco dela em mim, e parte.